sábado, 15 de abril de 2017

Conversa Mais que Fiada - PHA por R$ 1,99, tá muito Caro!



Agora, Paulo Henrique Amorim acredita nas delações da Odebrecht


Traíra,
Vc Não Vale Nada e Não Gosto de VC!
Vc quer acreditar em mentiras contra Lula.
Antes Não queria, agora quer???
O que Mudou???
Agora sou eu que Não acredito mais em vc PHA!!!
Agora, Paulo Henrique Amorim acredita nas delações da Odebrecht


Agora, Paulo Henrique Amorim acredita nas delações da Odebrecht










CARTA ABERTA AO 
PAULO HENRIQUE AMORIM

Este tipo de crítica contra o Lula absolutamente fora de hora que o senhor publicou em seu blog Conversa Afiada que tem uma audiência invejável não ajuda em nada ao Lula, as nossas maiores empresas, ao PT, as esque
rdas e ao Brasil que tanto você estima neste momento de luta contra o golpe. 


Quis-se assim vossa senhoria ajudar o Ciro, mas, digo que este não tem carisma algum e também compartilhou o poder com os golpistas quando ministro. Pode até ser honesto. Daí a vencer uma eleição tá difícil. Este tipo de analogia do seu blog Conversa Afiada diminui a resistência ao golpe e dá sobrevida aos que você chama de garotos de Curitiba, ao "imparcial" Moro, e aos quintas colunas em geral. Isto é um discurso para coxinha vê ouvir e aplaudir. Não é hora para sinceridismo. 

Há coisas que vossa senhoria ao qual rendo grande admiração pela grande capacidade e inteligência deveria entender. Lula precisou governar e o sistema já estava apodrecido quando ele chegou ao poder. Teve que governar e ajudar o país e os brasileiros como assim o fez mesmo diante dessas estruturas nocivas à ética e à moral já enraizada neste país há séculos. 

Um único homem não poderia mudar da noite para o dia a cabeça de centenas de poderosos, tanto no judiciário como na mídia como na política como no mundo empresarial. É um sistema complexo. Mas, ao longo dos seus mandatos tomou várias medidas para ao menos fiscalizar e tentar coibir certas práticas. Lula precisava da Odebrecht assim como precisou de outras grandes empresas nacionais para poder ajudar este país e tocar o nosso desenvolvimento. Entretanto, como visto em todos os processos expostos contra ele, nenhum enriquecimento ilícito pessoal dele se comprovou por isto. Não lucrou financeiramente com isto ao contrário do que fizeram a maioria dos imorais deste país.

Ajudou o Brasil. Isto não é crime. Acreditar que a Odebrecht está falando 100% verdades é pequeno demais para a sua capacidade de discernir tão peculiar

Não há provas PHA! O que há nas declarações contra o Lula são suposições não concretas de quem está há dois anos sob tortura física e psicológica nas masmorras de Curitiba como vossa senhoria tanto gosta de referir. Não têm valia aquelas delações imprecisas, sem provas e visivelmente forçadas. 

E como ninguém é perfeito definitivamente você desta vez pisou feio na bola. Inoportuna a sua analogia. E os golpistas assim agradecem.

Diogenes Viana.


























Agora, Paulo Henrique Amorim acredita nas delações da Odebrecht




Íntegra da Nota com trechos não lidos pelo Jornal Hoje (Globo)

"Delações são versões unilaterais de réus que buscam sair da prisão ou obter benefícios pessoais. Todas as referências contidas nas delações devem ser investigadas com isenção e imparcialidade não apenas em relação ao ex-Presidente Lula, mas também em relação a todos os que foram citados, incluindo a sociedade que a Globo manteve com o Grupo Odebrecht, citada na delação de Emílio Odebrecht.

Lula sempre atuou para promover o Brasil no exterior, e não para promover determinadas empresas ou empresários"
Cristiano Zanin Martins


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Sr. Paulo Henrique Amorim!
Referindo-me às suas declarações em seu blog Conversa Conversa Afiada, colocando em dúvida o comportamento ético do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, confiando apenas e tão somente nas delações da Odebrecht e antecipando as investigações pelo STF e o julgamento na justiça oficial do Brasil, o que tenho à dizer é que, 
de três, uma:
1) Ou o senhor esqueceu, por problemas até de saúde, quem sabe, de tudo o que tem visto em relação à operação Lava-Jato, das torturas à que têm sido submetidos os encarcerados em Curitiba, de todo o processo distorcido das delacoes, da pressão psicológica, dos vazamentos, das perseguições, enfim;

2) Ou o senhor, ao mudar tão repentinamente de opinião, tentando desmoralizar o presidente Lula antes das investigações e do julgamento, procura esconder intenções inconfessáveis no momento. (Dizem alguns que até por adesão à outra candidatura à presidência);

3) Ou o senhor é muito burro, ao desgastar sua imagem perante a enorme militância petista, que é quem confere prestígio ao seu blog, seus vídeos e seus escritos;


Visto isso, podemos tentar deduzir que:
- Se suas declarações causticas contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foram feitas em decorrência das alternativas 1 e 3, nada podemos fazer, visto que doença mental deve receber tratamento médico especializado e burrice não tem cura.

O senhor, nessas circunstâncias, deve ser perdoado, pois não tem o completo controle de sua mente.

- Porém, se sua tentativa de desmoralizar o presidente Lula antes das investigações e do julgamento, foi devida ao que foi exposto na alternativa 2 acima, o que devemos pensar é que...
 o senhor é um vagabundo, escroque e vigarista maior até do que os GOLPISTAS, pois está agindo com a vilania de um quinta-coluna, facínora e traíra!

É assim que penso!

PHA, a bola está com você.
Aguardamos suas explicações.


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NADA DE NOVO NAS ACUSAÇÕES CONTRA LULA
Não há rigorosamente nada de novo nas últimas acusações contra Lula. As denúncias de recebimento de dinheiro ilícito continuam sendo vagas, baseadas em presunções e incapazes de apontar vantagens efetivas que ele tenha obtido. Por outro lado, há fartas demonstrações de que o ex-presidente tinha noção de que era a corrupção que garantia a "governabilidade" - alguém ainda não sabia disso? 

E também fica claro que Lula desenvolveu uma forte camaradagem com as grandes empresas, algo que está longe de lustrar sua biografia de líder popular, mas que também não constitui surpresa para ninguém. (E, pelo que se vê até o momento, também não constitui crime, é sempre bom ressaltar.)

No entanto, vejo muito gente acionando o modo "meu mundo caiu", como se fulminados por uma súbita decepção com Lula. Alguns, por senso de oportunidade, como parece ser o caso de Paulo Henrique Amorim. Outros, sucumbindo diante da campanha incessante da mídia.


Gostaria de poder dizer, como Millôr: "Heróis nunca me iludiram". Não seria verdade. Tive, como todo mundo, minha cota de heróis pessoais. Ainda os tenho hoje, mas cuido para que estejam mortos, de preferência há bastante tempo, o que evita surpresas desagradáveis.


Lula nunca foi um desses heróis. Comecei minha militância política no antigo PCB, no finalzinho da ditadura. O PT, recém surgido, era visto por nós como um instrumento para a divisão da oposição ao regime militar (leia-se: PMDB). Lula, como um operário que não fora capaz de superar uma mentalidade pequeno-burguesa.

A primeira crítica mostrava um horizonte limitado. Sim, o multipartidarismo foi reinstaurado por decreto, em 1979, com o intuito de dar uma sobrevida ao partido de sustentação da ditadura, a Arena (transformada em PDS). Mas a opção por manter os trabalhadores como retaguarda de uma oposição com liderança burguesa inconteste era equivocada, como a história mostrou.


A segunda crítica tem um ranço autoritário. Como se a "mentalidade" correta fosse determinada de fora. Lula não rezava pela cartilha da esquerda tradicional, é verdade, e foi crescendo politicamente quando já era um líder conhecido, o que explica algumas barbaridades de suas declarações iniciais. Mas cabe perguntar: um perfeito apparatchik teria a capacidade que ele tinha e ainda tem de se comunicar com sua base?

Quando o PCB se desmontou e se transformou no PPS, eu encerrei minha militância partidária. Tornei-me (em geral) eleitor do PT, mas nunca me filiei. Votei em Lula, votei em Dilma, mas houve ocasião em que anulei o voto para presidente. Nunca votei nos candidatos petistas ao governo do Distrito Federal. Para o legislativo, costumo votar em candidatos de partidos à esquerda do PT. Nunca elegi ninguém, então não me tive chance de me decepcionar com minhas escolhas.


Tornei-me, como se vê, um cientista político perfeitamente apartidário, quase apolítico, certamente neutro e objetivo. Mas confesso que, às vezes, ao longo dos anos 1990, senti a tentação de virar petista. Costumava brincar que eu tinha uma conexão mística com Lula: cada vez que a tentação estava grande demais, ele fazia alguma coisa que me levava a desistir. 


Lembro que, em 1993 ou 1994, eu estava praticamente com a ficha de filiação na mão quando Lula discursou no Nordeste e disse que "o vermelho da bandeira do PT simboliza o sangue de Cristo". Era demais para mim, parei de pensar em filiação na hora.

Conto tudo isto para dizer que sempre nutri por Lula um misto de respeito, admiração e crítica, em doses variáveis ao longo dos anos. Lula não tem que nos decepcionar, porque ele nunca se propôs ser algo diferente. Ele nunca foi um revolucionário, nunca foi um socialista, e só se decepciona ao descobrir que ele não o é quem nele projetou suas próprias fantasias.


A força de Lula e sua fraqueza provêm da mesma fonte: seu enorme pragmatismo, sua capacidade de adaptação. Trata-se, na verdade, de um traço produzido socialmente: os integrantes das classes populares, sobretudo os submetidos às maiores privações, precisam disso para garantir a própria sobrevivência. Lula ilustra aquilo que o historiador Robert Darnton via no "homem da rua", que aplica sua inteligência e engenho para “se virar” num ambiente complexo, em transformação e no qual ele se encontra em posição de desvantagem.

O lulismo é a tradução dessas disposições num programa político. Limitado, adaptativo, mas marcado por um genuíno desejo de responder às premências mais gritantes da população mais pobre.


Quem procura um santo, deve procurar em outro lugar, não na política, muito menos na política brasileira. Os santos, na política, ou são logo reduzidos à insignificância ou, pior ainda, são santos fajutos, falsificados (não estou me referindo especificamente a ninguém e da minha boca não sairão as palavras "Marina" ou "Silva".)

Não é o momento de chorar porque se descobriu tardiamente que Lula virou lobista de empreiteira. A perseguição judicial e midiática contra ele continua sendo um grave atentado às liberdades e ao Estado do direito. Reagir contra ela não depende de gostar do ex-presidente ou de suas políticas. É uma questão de defesa da democracia.

O outro ponto é saber quem será Lula em 2018. Se ele for capaz de liderar uma frente de enfrentamento dos retrocessos e estiver disposto a estimular a reativação do movimento popular, então estarei com ele, apesar de todas as críticas. Mas se ele for simplesmente a saída para a normalização do golpe e mesmo a tábua de salvação da elite política, como dão conta os boatos recentes, então estarei contra, apesar de todo o respeito.

PS. Se é para alguém se decepcionar com Lula, então, por favor, que não seja por causa do depoimento de Emílio Odebrecht. 


Cada vez que leio trechos dele, tenho que dominar meu asco. Ele fala sempre do alto de sua posição de grão-burguês, revelando a cada frase sua condescendência e desprezo pelos trabalhadores e seu desconforto, sua inconformidade com o fato de que um trabalhador pôde chegar ao poder. É um monumento ao preconceito de classe.










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